A Feira de Arte Goiás 2026, registra a sua oitava edição com o marco de mais de 1,5 mil obras
Evento promove a valorização cultural com exposições de artes e produções goianas
Marina Lira
Foi realizado no dia 17 de maio , o último dia da oitava edição da Feira de Arte Goiás (FARGO), organizada pela produtora executiva e consultora em arte, Wanessa Cruz , pelo mestre em História da Arte, artista e curador, Sandro Tôrres e pela arquiteta urbanista , Anna Carolina Cruz , especialista em neuro arquitetura e expografia. A exposição esteve presente no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia, entre os dias 13 e 17 de maio de 2026, com funcionamento das 14h às 21h, e entrada franca.
Com o intuito de ser um ambiente para trazer visibilidade à arte e produção goiana, a feira promove a circulação e valorização das artes visuais, conectando galerias, coletivos, estúdios, instituições, artistas, colecionadores e público em um ambiente de troca, visibilidade e fortalecimento de mercado. Tendo sua primeira edição em 2017, a FARGO, neste ano, contou com 50 estandes e mais de 1.500 obras expostas, trazendo a identidade visual do Cerrado, como um símbolo de diversidade, resistência e regeneração. A Feira tem se tornado um símbolo goiano cada vez maior, com grande quantidade de artistas e galerias em exposição, havendo o público esperado, superando em 50% a exposição de 2025.
A Feira teve a presença não apenas de artistas goianos, mas também de produtores culturais de São Paulo e de Brasília,
que marcaram o crescente interesse dos polos de arte brasileiros no ramo cultural em Goiás, movimento esse que representa a quebra do ciclo Rio-São Paulo, que domina a produção e exposição artística no Brasil. A FARGO busca consolidar o Centro-Oeste como um dos pólos da arte contemporânea brasileira.
Para o jovem empresário Flávio Kento, de 21 anos, presente na FARGO, o evento tem grande importância principalmente por trazer a valorização cultural “A Fargo e outras feiras e mostras conseguem pôr em evidência o artista local, e além de atrair o interesse público, pode se tornar um grande núcleo cultural brasileiro.”, afirma Flávio. O jovem também cita que a gratuidade da entrada representa “o desejo da valorização da cultura, ou seja, cidadãos que nunca tiveram acesso a feiras como essa se sentem atraídos, seja por curiosidade, seja por indicação, e como não há nenhum impedimento financeiro, conseguem atrair mais ainda o público.”
O entrevistado afirma que tem o costume de frequentar feiras e mostras de arte como a FARGO, mas a edição deste ano trouxe uma diversidade maior de artistas e de propostas, e conseguiu enxergar traços goianos em diversos aspectos, uma maior pluralidade de obras.
