Ingressantes da UFG realizam viagem à Cidade de Goiás e visitam o Museu de Arte Sacra da Boa Morte

Realizada no dia 08 de maio de 2026, a excursão que levou os alunos do primeiro período do curso de jornalismo da Universidade Federal de Goiás até a antiga capital do estado foi organizada e coordenada por professores do corpo docente da Faculdade de Informação e Comunicação, a FIC. O roteiro da viagem passou pelo Museu das Bandeiras, antiga Casa de Câmara e Cadeia da Província de Goyaz; Museu de Arte Sacra da Boa Morte e, por último, os discentes participaram de uma entrevista coletiva com o prefeito do munícipio, Aderson Gouvea (PT).

Durante a visita ao Museu de Arte Sacra da Boa Morte, os estudantes tiveram a oportunidade de observar obras e imagens construídas a mão no século XIX, pelo pintor e escultor Joaquim da Veiga Valle, além de objetos religiosos, pratarias e indumentárias, datadas no século XVIII, quando o lugar ainda sediava os rituais religiosos da Igreja da Nossa Senhora da Boa Morte. O templo original sofreu um incêndio no ano de 1921, destruindo o altar-mor, a sacristia e parte das imagens de madeira esculpidas por Veiga Valle e, a partir de 1969, o lugar deixou de receber celebrações e tornou-se um museu histórico, sendo o principal exemplar da arquitetura barroca no estado.

A ingressante da universidade, Maria Luiza Moreira, que estava presente na visita ao museu, falou sobre a importância do lugar e da sensação de visitar um ambiente com tamanha bagagem histórica: “Os lugares assumem um papel muito importante na preservação da memória cultural e na compreensão de como a sociedade se formou. É necessário preservá-los para que a história não seja esquecida e para que as pessoas possam continuar aprendendo.”

O templo ainda é palco do início da famosa Procissão do Fogaréu, evento tradicional da Semana Santa na cidade há 280 anos, e conta com peças como as roupas e as tochas que foram usadas em antigas procissões. Pertencente à Diocese de Goiás e gerido pelo Instituto Brasileiro de Museus desde 2009, o museu sofre com problemas de conservação, infiltrações, cupins e rachaduras, e a administração se preocupa com possíveis problemas maiores no futuro, que não possam ser resolvidos.

“A riqueza de detalhes das artes, é impressionante como os artistas representavam tão bem as imagens nas esculturas e pinturas.”, respondeu Maria Luiza quando questionada sobre o que mais lhe chamou atenção no museu.

A estudante trouxe à tona aquilo que aprendeu lá dentro, e reforçou como esse lugar contribui para o valor histórico da cidade: “Trago comigo aprendizado e admiração. A cidade tem uma arquitetura linda e demonstra a importância dos pequenos comerciantes, além de sua relevância histórica, que nos leva a refletir sobre como a sociedade evoluiu.”

Apesar de antigo, o local continua sendo visitado por milhares de turistas todos os anos e ainda é símbolo da cultura e da história da região, legado que permanece vivo para as futuras gerações que venham a conhecer o contexto da arte sacra goiana. O Governo Federal e a administração do museu se esforçam para que patrimônios como esse possam permanecer conservados e continuem transmitindo tradição àqueles que visitem o local, causando a sensação de pertencimento e de identificação com o lugar.

 

Matéria produzida na disciplina de PTJ 1, por: Sophia Fernandes

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