Casa Rosada realiza evento para celebrar os 60 anos do Jornalismo da UFG
O Instituto Histórico e Geográfico de Goiás (IHGG) sediou, na manhã do dia 11 de junho, um evento em comemoração aos 60 anos do Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Goiás (UFG). Realizada na sede da instituição, conhecida como Casa Rosada, a programação reuniu professores, estudantes, egressos e profissionais que participaram da criação e do desenvolvimento do curso para discutir sua trajetória e contribuição para a formação de jornalistas em Goiás.
A celebração integrou o calendário comemorativo dos 60 anos da graduação, criada em 1966 e reconhecida como a primeira da área no Centro-Oeste brasileiro. O evento contou com visita guiada à exposição “Brasília: o alicerce goiano de um sonho brasileiro”, mesa-redonda sobre a fundação e consolidação do curso e o lançamento do livro A Cooperativa de Jornalistas de Goiás – Projornal (1978-1988), da pesquisadora e jornalista Kalyne Menezes.
Durante a mesa-redonda, os participantes destacaram a importância histórica do curso para a profissionalização da imprensa goiana. A coordenadora do curso, professora Solange Franco, ressaltou que, apesar das constantes transformações tecnológicas, a essência da profissão permanece a mesma. Segundo ela, “o jornalista não muda; o que muda são os meios e as ferramentas de trabalho”, reforçando a necessidade de adaptação às novas tecnologias sem perder o compromisso com a informação de qualidade.
A professora Angelita Pereira de Lima, ex-reitora da UFG e egressa do curso, destacou o encontro entre diferentes gerações de jornalistas como um dos pontos mais significativos da celebração. Ela relembrou momentos da consolidação da graduação e o papel da universidade na formação de profissionais que ajudaram a construir a comunicação em Goiás.
Um dos destaques do debate foi a recuperação da memória dos movimentos que contribuíram para a criação do curso durante o período da ditadura militar. O jornalista José Osório Naves relembrou a mobilização de profissionais e entidades da categoria em defesa da formação universitária para jornalistas e destacou a resistência da imprensa goiana em um contexto político marcado por restrições à liberdade de expressão.
A autora do livro lançado durante o evento, Kalyne Menezes, apresentou resultados de sua pesquisa sobre a Projornal, cooperativa criada por jornalistas goianos no final da década de 1970. Segundo ela, a iniciativa representou uma alternativa profissional em um período de dificuldades econômicas e políticas, além de incentivar a produção de um jornalismo crítico e comprometido com questões sociais.
Ao longo do encontro, os participantes reforçaram a relevância do curso para o estado de Goiás. Durante décadas, a UFG foi a única instituição responsável pela formação de jornalistas no estado, contribuindo diretamente para o desenvolvimento dos veículos de comunicação e para a qualificação profissional da área. A programação terminou com homenagens aos pioneiros que participaram da construção da história do Jornalismo na universidade e da imprensa goiana.
Matéria produzida na disciplina de PTJ 1 por: Luara Estrela Aguiar
Categorias: Notícias Noticias UFG Jornalismo

