Influenciador tenta invadir salas de aulas da UFG, mas é impedido por estudantes

Estudantes da Faculdade de História da Universidade Federal de Goiás (UFG) impediram, nesta quarta-feira, 2 de maio, a entrada do influenciador condenado Wilker Leão em salas de aula da unidade. Conhecido por gravar professores e transformar ambientes universitários em palco para confrontos ideológicos políticos, ele andou pelos corredores da faculdade sob vaias e forte rejeição dos estudantes.

Wilker Leão de Sá foi condenado por injúria e difamação contra o professor Estevam Costa Thompson, do Departamento de História da Universidade de Brasília (UnB). Nas redes sociais, principalmente Instagram, é figura repetida em vídeos nos quais acusa docentes de “doutrinação” e tenta provocar debates em tom ácido de confronto dentro de instituições de ensino público.

Na FH, a recepção foi diferente do que se costuma encontrar diante das telas. Ainda nos corredores da Faculdade de História, estudantes se mobilizaram para impedir que o influenciador acessasse salas onde professores ministravam aulas. Em diversos momentos, gritos e vaias ecoaram pelo bloco da unidade, deixando claro o incômodo provocado pela presença dele no espaço acadêmico.

Vídeos gravados por estudantes mostram o momento em que um aluno confronta Wilker. “Ninguém aqui gosta de você. Você não vai ter palco para falar. Você não vai gravar professor sem autorização. Você foi condenado judicialmente”, afirmou o estudante, enquanto outros alunos acompanhavam a discussão.

A confusão ocorreu enquanto as aulas aconteciam normalmente na faculdade. Para muitos estudantes, a presença do influenciador representava mais uma tentativa de transformar o ambiente universitário em espetáculo político voltado para retirar fragmentos midiáticos de contexto e gerar repercussão nas redes sociais. A reação coletiva dos alunos acabou impedindo qualquer tentativa de entrada nas salas.

Em universidades públicas, onde o debate crítico faz parte da formação, estudantes afirmam que discordância política não pode servir de justificativa para intimidação, exposição indevida de professores ou interrupção das atividades acadêmicas. Até o momento, a universidade não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

 

 

por Sammuel Conce

Categorias: Noticias influenciador UFG