FIC por Dentro. Produções laboratoriais de jornalismo.

Festa junina, a época mais esperada do ano

Junho chega e, com ele, parece que o tempo ganha novas cores. É o mês das bandeirinhas que enfeitam as ruas, do cheiro de comidas tradicionais feitas com milho que invade os ambientes, das quadrilhas animadas, do forró do interior que relembra a infância, das bandeirolas e decorações que alegram mais ainda o ambiente. Para muitos, é um mês significativo e especial.

Nas igrejas que tem Santo Antônio, São João e São Pedro como padroeiros, a ansiedade e emoção dos festejos toma conta de todos. Quem está presente em uma festa junina costuma perceber a alegria estampada nos rostos dos que servem, a acolhida calorosa, as comidas típicas preparadas com carinho e os ensaios das quadrilhas de crianças e até mesmo de adultos, que sempre arrancam aplausos e sorrisos de quem assiste. Mas existe uma parte da festa que quase ninguém vê.

Muito antes das luzes serem acesas e das músicas começarem a tocar, há uma verdadeira corrida contra o tempo. É preciso organizar cada detalhe, saber os alimentos que vão ser vendidos, distribuir tarefas, pensar em como fazer a divulgação da festa e decidir quem ficará responsável até por cada barraquinha, o que mais anseia em todos, principalmente se puder comer à vontade (mas pagando também!).

Entre uma reunião e outra, entre panelas de comidas e doces feitos, surgem também as risadas, as brincadeiras e os momentos de companheirismo. Aos poucos, o trabalho vai tomando forma, e aquilo que parecia apenas uma organização para a festa do ano, se transforma em um momento de família.

Quando a festa finalmente acontece, todo o esforço vale a pena. Ver a igreja cheia, as famílias reunidas e felizes, os elogios recebidos, agradecimentos sinceros e a alegria compartilhada fazem desaparecer o cansaço acumulado.

E então quando tudo terminar, resta um sentimento que vale mais do que qualquer trabalho realizado: a gratidão. Gratidão por tudo ter dado certo, pelas amizades durante a preparação e pela certeza de que cada gesto, por menor que pareça, ajudou a construir um momento especial para toda a comunidade, e só resta esperar o próximo ano de festejo novamente.

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